terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fevereiro...

Por Antonio Hugo

Fevereiro, talvez um dos meses mais esperados do ano pelos brasileiros. Nunca entendi essa espera então reuni todos os acontecimentos deste mês. Apenas uma coisa me chamou a atenção, o fato de ter menos dias, que consequentemente resulta em menos dias de trabalho. Aí calha de entrar justamente um feriado, e é logo o do carnaval diminuindo mais ainda os chamados “dias úteis”, aliás, essa é uma nomenclatura que nunca aceitei, mas isso fica pra outro papo. Porém percebi que não é só esse o grande atrativo do mês, fevereiro na verdade é o mês do esquecimento. Tudo é esquecido em fevereiro, e é óbvio que o carnaval tem sua parcela de culpa nesse problema de memória. O que nos remete a Roma antiga, política do pão e circo na realidade, festas e comida para que o povo não se dê conta da situação horrível em que está. Em nosso país acontece a mesma coisa, mas o Governo não precisa mexer uma palha e espalhar essa distração, o próprio povo já se acostumou com isso e facilita o trabalho com blocos de rua, desfile de escolas de samba, idas às praias. Esquecemos que, acabamos de perder as calças em janeiro por conta das compras do fim do ano passado, que as aulas retornaram para alguns e as mensalidades também, que temos um Governo que não está nem aí pra gente, que quem vai limpar a sujeira da folia somos nós mesmos, alguns se esquecem até da camisinha e outros que tem namorado ou namorada, enfim, esquecem de tudo. E quando retornam para suas vidas “normais” caem na realidade e parece que só o carnaval traz alegria, coitado do mês de março que tem que ser o mês seguinte, depressivo, sem nenhum feriado, é quase como uma segunda-feira. Muitos vão ler e dizer, “temos que nos divertir mesmo, esquecer os problemas um pouquinho só”, e infelizmente eu vou concordar também, porque é fevereiro...

E o Paul? Virá?

Por Antonio Hugo

Por esses dias me deparei com a notícia que Paul McCartney realmente virá ao Brasil em abril. Tomei um susto, pois, acostumado com esse tipo de boato nunca me deixei iludir com essa possibilidade, sabe como é, o maior astro da música em às vésperas de encerrar a vida cansativa de turnê atrás de turnê não vai incluir o Brasil na sua última. Então me recusei a acreditar nessa hipótese, com uma mistura de raiva e alívio, já que não sei se terei condições de ir ao show caso ocorresse. Porém, com minha veia beatlemaníaca e de fã ao quadrado de Paul resolvi pesquisar sobre esse rumor e a cada site que visitava, a cada notícia lida, meu coração começou o que no inicio achei se tratar de um infarto, mas identificado posteriormente como uma profunda sensação de alegria e desespero. Será que ele, o Beatle mais bem sucedido, o Sir, está mesmo inclinado a vir justamente na festa de aniversário da capital do nosso país? Nesse momento, quando essa euforia começava a tomar conta de mim resolvi parar de procurar informações e de me iludir, pois, apesar de querer muito que isso aconteça, sei que não depende de mim ou de todos os fãs brasileiros. Assim, para aquietar meu coração resolvi escutar o último álbum que Paul lançou, “Good Evening New York City” e algumas faixas de “Electric Arguments” e comecei a perceber que o velho Sir está perdendo a mão. “Good Evening New York City” não chega nem perto da energia de “Back to the U.S”, talvez o divórcio, as brigas em tribunais tenham-no esgotado, nem mesmo a notícia de uma nova Sra. McCartney trazem alento ao trabalho do velho Beatle. Ouçam a faixa “Sing The Changes” se puderem e, se, notarem soar como U2 ficarão tão decepcionados quanto eu. E o que isso tem a ver com a possibilidade de Paul vir ao Brasil? Bem se eu fosse um astro do gabarito do Sir, não ia querer encerrar minha carreira em turnês com um álbum que não parece meu, e nem com uma bateria tão fraca quanto a do ultimo show importante de Paul, o de Nova York. Assim as esperanças de um show no Brasil vão ser adiadas, em minha opinião. Mas como não sou burro, nem idiota, meu rumo em abril vai acompanhar a sombra de Paul.

sábado, 14 de novembro de 2009

Seleção refinada.

Por Lilianne Villacorta

Enquanto Toni e eu não fazemos nossa reunião de pauta para o próximo post, resolvi procurar na internet um skin tipo Music Playlist para dividir com quem vem por aqui algumas músicas selecionadas por nós. Já queria ter adicionado isso ao blog desde que o colocamos no ar, mas ainda não tinha encontrado um que me agradasse. Finalmente encontrei o mixpod. Recomendo, viu? É simples e de graça! Gostei!
Ontem a noite meu passatempo foi começar a montar a nossa lista, e já que tanto eu quanto o Toni adoramos os Beatles, as músicas deles são maioria. O skin fica lá no final do blog. Então, aproveite nossa seleção refinada, enquanto o próximo post não vem. *=)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um discurso refinado a quatro mãos.

Por Antonio Hugo e Lilianne Villacorta

Ao iniciar esse post pensei no começo de uma amizade, daquelas em que se vai encontrando semelhanças a cada diálogo e, que com o tempo, cresce também nas divergências. Claro, como em qualquer relacionamento sempre existe o choque de idéias, ninguém pensa e nem vai pensar sempre da mesma maneira que o outro lado. Mas o interessante é viver assim, não digo em relação ao conflito, mas em relação aos questionamentos, eles nos desafiam a buscar causas, consequências, enfim, a refinar nossos conceitos.

Agora... seria difícil colocar idéias opostas no mesmo plano? Acho que sim, levando em consideração o ego de cada um. Mas e quando o pensamento se direciona para um único foco? É a própria tempestade de idéias determinada a alcançar até os raciocínios mais áridos. Inicia-se então a vontade de escrever e expressar a opinião sobre o que acontece (ou não) pelo mundo afora, dando asas a assuntos que antes nem ousariam seguir o árduo caminho que se inicia no cérebro, passando por razões e emoções; e termina em um monte de palavras com ou sem sentido.

Bem, é assim que essa mera ferramenta de comunicação vai funcionar a partir de agora, dois cérebros e quatro mãos vão preencher o vazio existente nesse blog. O espaço não vai ser problema, nem se fosse físico seria, sendo que o excesso de espaço ocupado por um de nós não é problema, já que o outro não requer tanto espaço assim... mas, enfim... não importa tempo, espaço, essas coisas, aqui tudo é uma questão de, simplesmente, refinar o discurso...